Comitê Pará da Campanha participa de reunião em Brasília que debate fechamento de escolas do campo no Brasil

A reunião foi promovida pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI), do Ministério da Educação (MEC)

 

O Comitê Pará da Campanha Nacional pelo Direito à Educação participou, no dia 5 de março, em Brasília (DF), de uma reunião de trabalho dedicada ao enfrentamento do fechamento de escolas do campo no Brasil. O encontro reuniu instituições públicas e organizações da sociedade civil para tratar do tema com urgência. O Comitê foi representado por seu membro Salomão Hage, professor da Universidade Federal do Pará. 

A reunião foi promovida pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI), do Ministério da Educação (MEC).

O Fórum Nacional de Educação do Campo (FONEC) denunciou recentemente que, nos últimos anos, milhares de escolas do campo foram extintas no Brasil. A denúncia, repercutida por veículos de imprensa comprometidos com as causas sociais, aponta que o fenômeno não se trata de casos isolados, mas de um processo que ameaça a vida no campo, seus saberes, culturas e modos de produção de alimentos saudáveis.

Participaram do encontro representantes do FONEC, da Comissão Permanente de Educação (COPEDUC) - vinculada ao Grupo Nacional de Direitos Humanos do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça -, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED), do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais e Distrital de Educação (FONCEDE) e da RedeMulti, que desenvolve pesquisas sobre escolas multisseriadas no país.

Durante a reunião, a SECADI apresentou dados de uma série histórica sobre o fechamento de escolas do campo, destacando seus impactos nas matrículas e no acesso à educação nas áreas rurais brasileiras. A exposição foi seguida por um debate intenso entre as instituições presentes, que, ao longo de cerca de três horas, discutiram caminhos e estratégias para enfrentar o problema de forma articulada.

Para as entidades participantes, garantir a existência e o funcionamento das escolas do campo é fundamental para assegurar o direito à educação nos territórios, respeitando as realidades locais, as culturas e os modos de vida das populações que vivem e trabalham no campo, nas águas e nas florestas.

(Foto: Comitê PA da Campanha Nacional pelo Direito à Educação)